
Dom Luís Inácio
Eduardo Alexandre
"Eu não posso falar em eleições. Mas no ano que vem haverá eleições. E eu vou trabalhar para fazer a minha sucessora...
Lula, 14/07/09, em palanque, Palmeira dos Índios, Alagoas
Consciência do crime eleitoral que está cometendo, Lula tem. Sabe que fazer campanha política fora de hora é crime previsto e que já não faltaram alertas. Mas ele paira acima do bem e do mal, não teme a lei. Já escapou de outras situações piores e até mais vexatórias, como os crimes do episódio conhecido como escândalo do mensalão, por que não subverter mais ainda, mostrando o poder imperial que possui?
Dom Luís Inácio Alcântara da Silva Xavier, o coroado sebastiânico. Pra quem pode, pra qualquer um, não!
Quando aposentado em seu pijama e sandália de dedo, na cadeira da varanda de sua casa de praia, vai poder dizer aos seus netinhos:
- Comprei todos aqueles canalhas! Eu, que era o pobre operário, inútil para o trabalho e aposentado por isso, por ter perdido o mindinho esquerdo em acidente de trabalho, dobrei todos os milionários e poderosos coronéis Brasil afora, do Oiapoque ao Chuí. Todos curvaram-se diante de minhas vontades, coronéis e legisladores, Câmara e Senado, governadores, prefeitos de grandes cidades, até homens da lei, juízes de altas instâncias, banqueiros e industriais. Diante de mim, todos os poderes se curvaram, me fiz rei, imperador, cidadão acima de todos os cidadãos! Diante de mim, valor não tinha nem a Constituição nem a República, fiz da democracia do voto popular o meu ninho, fui mestre, fui gênio, mostrei ao mundo como se faz. Quão é capaz o poder do poder e do dinheiro.
Dom Luís Inácio Alcântara da Silva Xavier Arantes Braga, rei de fato, sem bola nem calhambeque, Sebastião redivivo, o menino de Dirceu.